Interfaces e dados como fontes de escrita conceitual e a questão da subjetividade quantificada

Autores/as

  • Leonardo Villa-Forte Investigador independente, Brasil

Palabras clave:

Escrita conceitual, Banco de dados, Sujeito quantificado, Tecnologia, Narrativa

Resumen

Cada vez mais lidamos com arquivos, coleções, inventários, listas, pastas, bancos de dados e interfaces digitais com suas próprias modulações –e representações– do humano. Cada vez mais produzimos passado e vivemos uma enxurrada de informações no presente, encontrando desafios para construir sentido. A estruturação da experiência, propiciadora de sentidos, geradora de relações de causa e consequência, tradicionalmente se dá pela construção de narrativas. Para Lev Manovich, o romance e o cinema privilegiaram a narrativa como forma-chave de expressão cultural da era moderna, mas agora a era do computador introduziria seu correlato –o banco de dados, fruto de um incessante monitoramento de nossas ações e de uma infindável acumulação de seus registros. Que soluções formais a escrita têm apresentado para essa inclinação arquivista? O artigo investiga tensões entre as noções de contar e de expor, ou, ainda, entre os gestos de narrar, associar eventos e os de reunir e exibir elementos. Testamos fricções entre a forma narrativa e a forma do banco de dados, e, na expressão poética, entre o lírico e conceitual, por meio de algumas obras como as de Alex Hamburguer, André Sant’Anna, Kenneth Goldsmith, Nicholas Feltron e Raphael Sassaki, entre outros.

Publicado

2021-12-28

Cómo citar

Villa-Forte, L. «Interfaces E Dados Como Fontes De Escrita Conceitual E a questão Da Subjetividade Quantificada». Tenso Diagonal, n.º 12, diciembre de 2021, pp. 191 -1, https://tensodiagonal.org/index.php/tensodiagonal/article/view/343.

Número

Sección

Territorios Usurpados - artículos